quarta-feira, 5 de agosto de 2009


Como um beija-flor brilha enquanto vive, enquanto voa, enquanto se alimenta, brilha em si, por ser ele mesmo, é costume dos Guerreiros e Guerreiras do Coração brilhar em si, cientes de que o caos interior apenas existiu para que agora nasçamos estrelas cintilantes.
Em cada ato realizado com consciência e lembrança de si, em cada momento que passamos por uma árvore em uma rua e a sentimos viva e consciente, apoiando assim esse intento, podemos estar minando a ordem estabelecida e criando as rachaduras necessárias para que a luz do Sol volte a entrar nesta senzala moderna chamada cidade.
Estar em sintonia com o aqui e agora é levada a suas mais sutis implicações para um Guerreiro.
Quando estamos completamente presentes, com todos nossos sentidos atentos, sensíveis, receptivos, podemos então notar que é mesmo aqui e agora que está também a outra realidade paralela a essa que coexiste com a nossa, mas que não percebemos, por termos sido trancafiados em masmorras perceptivas e atemorizados, em níveis diversos, para sequer desejarmos escapar das já invisíveis grades que nos cerceiam enquanto fazemos parte da "normalidade" vigente.
A rebelião dos Guerreiros do Coração é auxiliar cada ser a saber que tem a Eternidade em si, que não pode deixar que o obriguem a mendigar por migalhas de um todo que lhe pertence naturalmente, que a religião não tem o único caminho para a transcendência, nem a ciência tem o único método válido de conhecimento, que podemos enquanto entidades singulares nos desenvolver a níveis muito mais amplos de participação na Eternidade que nos cerca.

Munay...

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