À vários dias que o confronto entre dois lobos parecia inevitável. O lobo desafiador - jovem e forte - a procura de um território para formar sua própria alcatéia, perseguia o lobo mais velho pelos caminhos da floresta, testando e avaliando a força do seu oponente, marcando território com seu odor... desafiando de forma ritualizada num código guerreiro pronto para a guerra.A manhã vai alta, o sol a muito que aqueceu a imensidão verde dourada da floresta. Os pássaros estão silenciosos. O irmão vento parece ausente, meditando na natureza da vida e da morte. Fecho os olhos, inspiro profundamente os odores do bosque pela última vez... durante um segundo... passa toda a minha vida de lobo guerreiro pela minha alma já cansada... a minha juventude de criança... aqueles que amei... as alegrias e as tristezas. Sorrio com olhar em direção ao céu. O coração está ofegante e estranhamente em paz. Mostro os caninos, as minhas armas guerreiras ao meu adversário, em sinal de honra e respeito pelo seu desafio. A muito que aguardo que o Grande Lobo me substitua nessa missão de guardião da luz, devo ter certeza que o meu oponente possui a grandeza no coração e a sua alma seja despojada de maldade e ódio.
O lobo cinzento fita com o seu olhar duro e imóvel o lobo velho a sua frente. O pelo do seu dorso está enfeitado para a guerra como uma armadura marcial dos antigos samurais. Tenta invadir a mente do seu adversário, procurando vacilação, sinal de fraqueza. O lobo velho se mantem imóvel como as rochas da montanha, a sua mente tá vazia... apenas possuia a paz e imensidão do universo no seu interior. Como lutar contra a harmonia da natureza... como vencer a imensidão do cosmos... a energia geradora da vida do universo. O lobo cinzento antes de medir força com o lobo velho, já se encontra vencido... esmagado pela imensidão do universo.
Os passarinhos voltam a confundir-se com a vida da floresta. O irmão vento rodopia entre os troncos e folhas das árvores brincando com as borboletas multicolores. Os cheiros misturam-se no ar, alegrando a vida de todos os animais irmãos da natureza. O lobo cinzento parte de novo na busca do seu próprio teritório, do seu equilíbrio espiritual. O lobo velho se mantem humildemente nos seus caminhos na floresta... humilde, com a alma livre de ódios e medos, com o coração em paz com o universo... em paz consigo próprio.
Munay...

Auto-confiança é mesmo TU-DO! ;D
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